segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Um entendimento bíblico do evangelismo - Mark Dever (2)

Parte (1), (3)
Anunciando o Evangelho
  • Biblicamente, evangelismo é simplesmente anunciar o evangelho – articular claramente o evangelho de Jesus Cristo e a reivindicação que o evangelho coloca sobre as pessoas para se arrepender e crer.
  • “Evangelismo não é fazer prosélitos; não é persuadir as pessoas a tomar uma decisão; não é provar que Deus existe, ou fazer um bom caso para a verdade do Cristianismo; não é convidar alguém a uma reunião; não é expor o dilema contemporâneo, ou suscitar interesse no Cristianismo; não é vestir uma camisa dizendo “Jesus Salva!”. Algumas dessas coisas são corretas e boas em seu devido lugar, mas nenhuma delas deveria ser confundida com evangelismo. Evangelizar é declarar com a autoridade de Deus o que ele fez para salvar pecadores, advertir os homens da sua condição perdida, ordenar que eles se arrependam e creiam no Senhor Jesus Cristo” (John Cheesman, The Grace of God in the Gospel [Edinburgh: Banner of Truth, 1972], 119).

Motivações para Evangelizar
  • Creia ou não, alguns dos nossos motivos para evangelização são frequentemente egoístas.
  • Algumas igrejas estão mais preocupadas em não ter que fechar suas portas do que com amar a Deus participando do seu plano de redimir outros.
  • Alguns indivíduos estão mais preocupados com serem corretos, ou ganhar um argumento, ou parecer mais inteligentes que os outros, do que obedecer a Deus e amar o perdido.
Deveríamos evangelizar por obediência a Deus
  • Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho! (1Co. 9:16). Paulo era motivado pela compulsão do Espírito.
  • Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar toda as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século (Mt. 28:18-20). Somos ordenados a fazer evangelismo fazendo discípulos. A ordem em si, portanto, tem o intuito de produzir obediência.
Deveríamos evangelizar por amor aos perdidos
  • Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas (Marcos 6:34).
  • O amor e a compaixão de Jesus pelos perdidos motivaram-no a ensinar, não apenas satisfazer necessidades sentidas operando um milagre.
  • O ensino de Jesus é motivado por amor e compaixão, não um desejo de ganhar um argumento ou parecer inteligente.
  • Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor. E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara (Mt. 9:36).
  • O amor e a compaixão de Jesus pelas pessoas motivaram-no a orar por mais trabalhadores para a seara.
No final das contas, deveríamos evangelizar por amor a Deus
  • Se me amais, guardareis os meus mandamentos (João 14:15).
  • Amar a Deus é o único motivo suficiente para o evangelismo. Amor próprio abrirá caminho para uma centralidade no eu; amor pelos perdidos falhará com aqueles a quem não podemos amar, e quando as dificuldades parecem insuperáveis. Somente um profundo amor a Deus nos manterá em Seu caminho, declarando seu evangelho, quando os recursos humanos falham (John Cheesman, The Grace of God in the Gospel [Edinburgh: Banner of Truth, 1972], 122).
  • O amor a Deus resultará num desejo de obedecer aos seus mandamentos e promover sua glória reunindo mais adoradores e fazendo mais discípulos. Mantendo exemplar o vosso procedimento no meio os gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação (1Pedro 2:12).
A boca fala do que está cheio o coração. Do que está cheio o seu coração? Com o que você gasta suas palavras?

Extraído de: Monergismo
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Nenhum comentário:

Postar um comentário