domingo, 2 de janeiro de 2011

Cristo Crucificado - John Stott


 

A igreja cristã é chamada para uma missão. Mas onde não há mensagem não há missão. E qual é a mensagem que nós temos para o mundo? Ela está centrada na cruz, na fantástica verdade de um Deus que nos ama e que se entregou por nós em Cristo na cruz. 

Vejamos o que Paulo escreveu anteriormente. Ele descreveu seu primeiro ministério na Galácia nestes termos: “Não foi diante de seus olhos que Jesus Cristo foi exposto como crucificado?” (Gl 3.1). Ou seja: o foco tinha sido a cruz, ele havia exposto Cristo publicamente diante dos olhos deles, como se faz num cartaz de propaganda. É claro que os gálatas não tinham visto Cristo morrer. Mas, ao pregar, o apóstolo tinha trazido o passado até o presente e tornado o evento histórico da cruz uma realidade atual para eles.

Tão impressionante foi a apresentação que Paulo fez da cruz que os gálatas conseguiram enxergá-la em sua imaginação, entender que Cristo havia morrido por seus pecados, ajoelhar-se diante da cruz em grande humildade e receber das mãos do Salvador crucificado o dom da vida eterna, que era absolutamente gratuito e totalmente imerecido. Como disse William Temple: “Tudo é Deus; a única coisa minha mesmo com a qual eu posso contribuir para minha própria redenção é o pecado do qual eu preciso ser redimido.” Nós achamos a cruz humilhante porque ela expõe a nossa nudez e nos faz aparecer totalmente derrotados diante de Deus.

Por um lado nós podemos adular as pessoas dizendo exatamente aquilo que elas querem ouvir: que elas são “gente fina” e que podem ganhar a salvação por seus próprios esforços. Criamos uma modalidade de pregação que eu chamaria de “ministério do gatinho”: a gente alisa, alisa e acaricia as pessoas até que elas começam a ronronar de prazer... Ou, por outro lado, podemos dizer-lhes a verdade que não querem ouvir, acerca do pecado, da culpa, do juízo, e da cruz, e assim despertar sua hostilidade.

Retirado do livro: A verdade do evangelho; pág 90,91; 2ª edição 2005



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